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5 de mai de 2008

Você já ouviu falar em Networking???

Por: Bruno Atalla Mathias


Você certamente já ouviu falar em Networking. Como mais um termo em inglês que a administração de hoje valoriza – às vezes até demasiadamente – o Networking define o rumo da carreira de muitos profissionais inseridos no complexo mercado de trabalho atual. Muitos desses profissionais impulsionam suas carreiras por possuírem e cuidarem de suas redes de relacionamento; outros, porém, são apanhados por armadilhas criadas por essas mesmas redes. É por isso que, estando o Networking em tamanha evidência e exercendo tanta influência, devemos refletir sobre o tema e passar a inseri-lo, sim, em nosso planejamento de carreira.

O conceito de Networking e sua importância
Rede de relacionamentos é a melhor tradução profissional para o termo networking. Criar, manter e desenvolver sua própria rede é tão relevante, que a psicóloga especialista em carreer transition, Elaine Saad, afirma que “... networking é vital para o sucesso. [...] Sem ele simplesmente não vendemos nem nos perpetuamos”.
Os números ratificam essa perspectiva. Segundo o publicitário e economista Tom Coelho, uma pesquisa realizada recentemente junto a 17.801 profissionais indicou que 56% dos cargos operacionais e 43% dos cargos de gerência foram preenchidos com base no QI do candidato. Não o famigerado "Quociente de Inteligência" e sim o "Quem Indicou". Coelho ainda acrescenta: “networking, relacionamento, estas são as palavras de ordem".

Contudo, cuidar da sua rede de contatos – fazer Networking – exige esforço e dedicação.
Um ex-professor meu, apaixonado por marketing de relacionamento, me disse que separa uma hora no dia, três vezes por semana, exclusivamente para o cultivo de seus relacionamentos, pois entende também ser esse o melhor caminho para o sucesso – fideliza clientes, mantém os melhores fornecedores, possibilita as melhores oportunidades.

Agora, se o Networking agrega tantos benefícios a quem bem o pratica, qual o viés que pode torná-lo um vilão em sua carreira?
Essa questão nos traz duas possíveis respostas: a primeira armadilha nos afeta quando aceitamos a mudança de um emprego, por exemplo, apenas pela confiança que depositamos em quem nos indicou, nos fazendo criar uma esperança de uma progressão, vislumbrar uma situação futura mais favorável, seja financeiramente ou por ganho em qualidade de vida, e não estudamos a empresa (ou novo departamento) para a qual vamos atuar. Isso logo causa um impacto de possíveis divergências entre valores pessoais e empresariais, falta de plano de carreira, etc. Ou seja, objetivos conflitantes entre a pessoa e a empresa.

A segunda possível resposta parte do lado da empresa selecionadora. Diretamente dependente do nível de profissionalismo e competência dos profissionais de RH, e da maturidade da empresa ao definir suas políticas de seleção de pessoal, o Networking pode fornecer à empresa informações preciosas e isentas, para uma escolha justa e imparcial. Ou pode fazê-la preterir um candidato melhor preparado em favor de outro que possua o tal QI mencionado “mais forte”.

Enfim, o Networking faz parte hoje da inteligência estratégica de profissionais e empresas. Saber utilizar o Networking de forma efetiva vai além de ser preferido em uma entrevista de seleção. Praticar Networking significa construir oportunidades, adquirir conhecimentos, ampliar horizontes, agregar valor, qualidade e, conseqüentemente, bons resultados em seu trabalho.

Assim, o Networking pode ser considerado como vilão? Pode. Apenas para os despreparados e que não buscam se aprimorar, e para aqueles que preferem estar alheios ao movimento do mundo corporativo de sucesso. Portanto, se você é pró-ativo e tem espírito empreendedor, planeje com cuidado sua carreira, e, da mesma forma, envide esforços para manter uma firme e produtiva cadeia de relacionamentos.

Quer experimentar fazer Networking – já, aqui, agora? Deixe seu comentário e compartilhe sua preciosa opinião!

Referências / Bibliografia:
• COELHO, Tom - O peso do QI na recolocação profissional
• SAAD, Elaine. Empregabilidade in Manual de Gestão de Pessoas e Equipes: Operações. V. 2. São Paulo: Gente, 2002.

Bruno Atalla Mathias, além de meu amigo e querido sobrinho, é formado em Administração de Empresas, especializado em Gestão de Pessoas e Gestão de Negócios, e professor dos cursos de MBA da Universidade Camilo Castelo Branco, em São Paulo. Contato: batmathias@gmail.com

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